Existem duas versões segundo as quais SHAMBALA poderia ser um lugar físico ou bem corresponder a um lugar espiritual. Um lugar que está e não está, pois somente os que tem o coração puro poderiam ter acesso a ele. Seria um lugar fonte de sabedoria e juventude com um micro-clima cálido e fértil rodeado de montanhas nevadas. Perfeita paz e harmonia com a natureza. Segundo as versões que o consideram um lugar físico, mais ou menos inaccessível, possuiria também uma avançada tecnologia.

Na Índia se considera um lugar perdido no Himalaia, entre os chineses estaria situado num ponto dos montes Kunlun. Madame Blavatsky, a fundadora da sociedade teosófica, escreveu sobre o lugar contando que era a residência da Grande Fraternidade de Mestres Espirituais, os quais guiariam e protegeriam a humanidade de maneira mais ou menos clandestina e indireta.
Relacionado também com o reino de Agarta, lugar subterrâneo sede do “Rei do Mundo”, que estaria em comunicação com SHAMBALA por túneis subterrâneos com saída em todos os continentes. Entre elas as principais estariam nos pólos norte y sul, na grande pirâmide do Egito, Mongólia, nas cataratas de Foz de Iguaçu , na região do Mato Grosso e no Himalaia (Tibet).
No Tibet sua lenda teria matizes espirituais relacionados com o budismo. Um lugar fonte de sabedoria, paz e prosperidade com governantes justos e bondosos e uns cidadãos igualmente evoluídos espiritualmente. Conta-se que o Buda Shakyamuni transmitiu seus ensinamentos (recolhidos no Kalachakra Tantra) ao primeiro rei de SHAMBALA. Depois do rei todos seus cidadãos começaram a praticar a meditação e a seguir o caminho budista e assim chegou a ser um lugar povoado por seres muito evoluídos.
Nesta tradição se fala de indicações, más o menos obscuras, para chegar a SHAMBALA, mas fica muito ambíguo si se trata de um lugar físico, o se trata somente de indicações simbólicas.
Outras versões contam que todos seus habitantes alcançaram à iluminação e nesse momento o reino desapareceu do plano físico para passar a existir numa dimensão espiritual. Seus governantes também velariam pelos assuntos da terra e algum dia regressariam para salvar a humanidade de sua possível destruição. Para o budismo tibetano a atual SHAMBALA seria sinônimo do caminho do guerreiro, estaria relacionado com a tradição do Samurai Japonês, dos índios norte americanos, dos Astecas e também com a busca do Santo Greal e o rei Arthur, inclusive coincidindo com a possível volta de um rei justo e sábio para governar o mundo.